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Cirurgia da Obesidade &
Nutrição
O
nutricionista é o profissional da equipe, responsável pelo
acompanhamento e orientação de condutas dietoterápicas adequadas
ao tratamento cirúrgico da obesidade mórbida.
A avaliação nutricional ao paciente na fase pré-cirurgica é
essencial para que o nutricionista conheça e analise seus
hábitos alimentares.O acompanhamento também é necessário durante
todo o pós-operatório e até mesmo após o paciente atingir sua
meta de peso, orientando-o sobre algumas mudanças de hábitos
alimentares que irão ocorrer, bem como sobre os alimentos que
deverão ser ingeridos em uma dieta nutricionalmente balanceada.
Essa dieta, por sua vez, será importante para prevenir
deficiências nutricionais e promover uma perda de peso bem
sucedida após a cirurgia.
continua ao lado....
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Ao
contrário do que muita gente pensa a conclusão da cirurgia não
encerra o tratamento da obesidade, mas sim, é o início de um
período de 1 a 2 anos de mudanças de comportamento alimentar,
exercício e motivação regular.
Nutrição no pré-operatório
O paciente deve ser orientado quanto a todas as mudanças que
seus hábitos alimentares irão sofrer, bem como os alimentos que
deverão ou não ser utilizados.
Nutrição no pós-operatório
A terapia nutricional mais importante é, sem dúvida a
pós-cirúrgica, permitindo a manutenção de um estado nutricional
adequado durante a perda de peso.A alimentação deve evoluir
gradativamente de acordo com a tolerância de cada um. E essa
evolução da dieta ocorre normalmente em quatro estágios:
1ª estágio: 30 dias- dieta líquida-completa inclui alimentos na
forma líquida ou que se liquidifiquem a temperatura corporal. É
uma dieta nutricionalmente inadequada, sendo portanto
indispensável o uso de suplementação. Inclui: chás (camomila,
erva-doce, cidreira...), leite desnatado, iogurte desnatado,
sucos de frutas não-ácidos ou vegetais (cenoura, beterraba...),
sopa de legumes,verduras e carnes liquidificadas e coados,
gelatinas dietéticas, água de coco, gatorade, batidas de frutas
coadas, leite desnatado com suplementação.
2º estágio: 15 dias - Dieta pastosa- as refeições terão
consistência semelhante à de purê e devem ser tomadas em
pequenas quantidades. Os alimentos prontos comercializados para
bebês (potinhos) podem ser utilizados por apresentarem a
consistência ideal e possuírem nutrientes ricos em vitaminas e
com a distribuição de proteínas e carboidratos considerada
ótima. Inclui: Carboidratos em consistência pastosa (macarrão,
arroz, polenta, batata inglesa), carnes magras moídas ou
desfiadas, feijão ou lentilha (os grão amassados), vegetais
cozidos e frutas em forma de purê, líquidos complementando a
alimentação diária.
3º estágio: 15 dias - Dieta Branda- dieta de transição. Inclui
alimentos com consistência normal, porém abrandados pela cocção.
4º estágio: em torno de dois meses após a cirurgia, todos os
alimentos que fazem parte de uma alimentação balanceada e
equilibrada devem ser introduzidos, em pequenos volumes e de
acordo com a tolerância de cada paciente. |