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DIA
MUNDIAL DO DIABETES
14 de novembro é o Dia Mundial do Diabetes. A data foi
escolhida por ser o dia no nascimento de Frederick
Banting. Ele e Charles Best foram os responsáveis pela
descoberta da insulina. O fato rendeu a Banting o Prêmio
Nobel de Medicina, em 1923.
Para chamar a atenção para o problema e levar para o
debate tudo o que envolve a doença, a International
Diabetes Federation realiza centenas de atividades pelo
mundo inteiro, apoiada pelas entidades filiadas, entre
elas, a Sociedade Brasileira de Diabetes. O Dia Mundial
tem o apoio da Organização Mundial de Saúde (OMS) e,
recentemente, da ONU (Organização das Nações Unidas).
As campanhas de esclarecimento têm o objetivo de
informar o público sobre as causas, sintomas,
complicações e tratamentos do diabetes. A data
conscientiza todos - crianças e adultos, profissionais
de saúde, formadores de opinião e mídia - e serve como
um importante lembrete para o aumento da incidência do
diabetes. Muitas entidades e associações promovem
eventos educativos para chamar a atenção para a
importância do tratamento em diabetes e do diagnóstico
precoce. Entretanto, é bom lembrar que as ações não
devem se resumir ao dia 14.
A cada ano, um tema é definido pela IDF para ser
divulgado em 2008 - assim como em 2007 - o foco será
“Diabetes nas Crianças e Adolescentes”. O diabetes é uma
das doenças mais comuns da infância e pode atingir
crianças de qualquer idade, até mesmo bebês. Na maioria
das vezes, o diabetes é detectado tardiamente, quando a
criança já está em cetoacidose, ou então diagnosticado
de forma completamente errada. Além disso, o
fornecimento da insulina é insuficiente em vários
países, provocando a morte de crianças com diabetes,
especialmente em países mais pobres.
Os objetivos da campanha do Dia Mundial são
conscientizar sobre o aumento de casos de diabetes tipo
1 e tipo 2 em jovens e ressaltar a importância do
diagnóstico precoce e de educação em diabetes. Isso
ajudaria a reduzir complicações crônicas e salvar vidas.
O símbolo global do diabetes é o círculo azul. Foi
desenvolvido como parte da campanha mundial de
conscientização “Unidos pelo Diabetes” e foi adotado em
2007. O círculo simboliza a vida e a saúde; o azul
reflete o céu que une todas as nações. O círculo azul
significa a unidade da comunidade global em resposta à
epidemia do diabetes.
Para saber mais, acesse:
www.diamundialdodiabetes.org.br
Vigitel
O Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção
para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico
(Vigitel)foi implantado em 2006 pelo Ministério da
Saúde, por meio da Secretaria de Vigilância em Saúde,
com o objetivo de monitorar continuamente a freqüência e
distribuição de fatores de risco e proteção para Doenças
Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), em todas as capitais
dos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal na
população adulta (de 18 anos e mais).
DIABETES MELLITUS
O QUE É
O diabetes é um grupo de doenças metabólicas
caracterizadas por hiperglicemia (quando há falta de
insulina ou ela não atua de forma eficaz, causando um
aumento da taxa de glicose no sangue) e associadas a
complicações, disfunções e insuficiência de vários
órgãos, especialmente olhos, rins, nervos, cérebro,
coração e vasos sangüíneos. A insulina é produzida pelo
pâncreas e é essencial para que nosso corpo funcione bem
e possa utilizar glicose (açúcar) como principal fonte
de energia.
1 - Atinge todas as faixas etárias, inclusive a mulher
grávida, sem distinção de sexo, raça e condições
sócio-econômicas. O envelhecimento da população traz
consigo uma alta carga de doenças crônicas notadamente o
diabetes e os sistemas de saúde devem preparar-se para
esse fenômeno mundial.
2 - Trata-se de uma doença de alta prevalência, que
requer vários procedimentos e o trabalho de equipe
multidisciplinar para o seu controle. Quando bem
controlada evita complicações agudas e crônicas.
3 - Existem meios, cientificamente comprovados, para
prevenir a doença (diabetes mellitus tipo 2) e suas
complicações agudas e crônicas.
4 - Está associada a várias outras doenças crônicas não
transmissíveis como hipertensão arterial, doença
coronariana e cerebrovascular, dislipidemias,
neuropatias periféricas e autonômicas, lesões renais,
levando até a insuficiência renal crônica terminal,
retinopatia diabética.
5 - A sobrevida tem aumentado significativamente o que
favorece o surgimento das complicações crônicas com
custos econômicos e sociais elevados.
6 - A prevalência no mundo inteiro vem crescendo, sendo
considerado pela Organização Mundial de Saúde (OMS),
como uma epidemia, em 2000, eram 177 milhões de
portadores, devendo chegar, em 2025, a 350 milhões no
mundo. No Brasil, poderá chegar a 10 milhões de
portadores, em 2010, e os grandes responsáveis pelo
aumento da incidência e prevalência do diabetes são o
envelhecimento da população, a urbanização crescente e a
adoção de estilos de vida pouco saudáveis como
sedentarismo, dieta inadequada e obesidade.
7 - Dispõe de tratamento clínico definido.
Diante destes fatos o Diabetes Mellitus representa uma
nosologia (ramo da medicina que estuda e classifica as
doenças) que preenche os requisitos necessários para
funcionar como um modelo na área das doenças crônicas
não transmissíveis.
TIPOS MAIS FREQÜENTES DE DIABETES
Tipo 1 – Diabetes mellitus insulinodependente
Geralmente ocorre em crianças, jovens e adultos jovens e
necessita de insulina para o seu controle.
Tipo 2 - Diabetes mellitus não insulinodependente
É o tipo mais freqüente de diabetes, aparece geralmente
após os 40 anos de idade
Diabetes gestacional
É o tipo que aparece na gravidez, sobretudo se a mulher:
tem mais de 30 anos, tem parentes próximos com diabetes,
já teve filhos pesando mais de 4kg ao nascer, já teve
abortos ou natimortos, é obesa ou aumentou muito de peso
durante a gestação.
SINAIS DE ALERTA
Muitas pessoas têm diabetes e não sabem, porque não
apresentam nenhum sintoma. Isto é bastante freqüente no
tipo de diabetes que aparece no adulto (tipo 2).
- Tem parentes (pais, irmãos, tios etc) com diabetes;
- tem excesso de peso (especialmente abdominal);
- tem vida sedentária (não faz atividade física);
- tem mais de 40 anos;
- Faz tratamento para pressão alta e tem colesterol e
triglicerídeos elevados;
- Uso de medicamentos diabetogênicos (corticóides,
anticoncepcionais etc); e
- Mulheres que tiveram filhos pesando mais de 4kg, ou
abortos e/ou natimortos.
Alimentação
Quanto à alimentação, de uma forma geral, o diabético
controlado pode fazer uso de quase todos os alimentos
usuais, desde que eles estejam em um programa dietético
com quantidades adequadas. Os portadores da doença
precisam aprender a ler os rótulos dos alimentos,
analisá-los e discutir com o médico a composição e a
recomendação de consumo. O importante é manter uma
alimentação saudável, peso normal e praticar atividade
física regularmente. São hábitos saudáveis de vida que
ajudam a prevenir o surgimento do diabetes tipo 2
O que deve ser evitado:
- Doces, bolos, leite condensado, chocolate e biscoitos
não dietéticos;
- Achocolatados, farinha láctea;
- Carnes salgadas e toucinho, frituras;
- Bebidas alcoólicas;
- Refrigerantes comuns |