|
Cirurgia de
obesidade pode promover cura do diabetes tipo 2
NOVA
YORK (Reuters Health) - A cirurgia para perda de peso que utiliza
banda gástrica pode reverter o diabetes tipo 2 em pessoas obesas,
afirmam pesquisadores australianos.
Obesos
que se submeteram ao procedimento mostraram-se cinco vezes mais
propensos à remissão do diabetes do que aquelas que fizeram somente
mudanças de estilo de vida, escrevem o Dr. John B. Dixon, Monash
University, em Melbourne, e colegas, na edição desta semana do
periódico Journal of the American Medical Association.
"O
estudo apresenta fortes evidências para apoiar a avaliação da perda
de peso cirurgicamente induzida logo no início do tratamento de
pacientes obesos com diabetes tipo 2", concluem Dixon e sua equipe.
Eles
selecionaram aleatoriamente 60 pessoas obesas com diabetes tipo 2
para se submeter à colocação de banda gástrica ajustável e um
programa de modificação do estilo de vida ou somente esse programa.
Dos
pacientes que se submeteram a cirurgia, 73% tiveram remissão total
do diabetes em dois anos, ante 13% dos participantes do grupo de
estilo de vida.
Dois
anos depois do procedimento, os pacientes que fizeram a cirurgia
haviam perdido cerca de 21% de seu peso corporal, versus menos de 2%
das pessoas que só alteraram seu estilo de vida. Normalmente, para a
remissão do diabetes tipo 2, é necessário perder 10% do peso
corporal, observam os pesquisadores.
Os
resultados são "claros e impressionantes", escrevem, no editorial
que acompanha o artigo, os Drs. David E. Cummings e David R. Flum,
da Universidade de Washington em Seatle. Porém, apontam eles, apesar
de os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos recomendarem
a chamada cirurgia bariátrica para pacientes obesos, menos de 10%
deles se submetem ao procedimento.
"Pode
estar na hora de encarar as cirurgias bariátricas não como um
tratamento para pacientes com índice de massa corporal (IMC)
superior a determinados níveis, e sim como intervenções sobre as
quais todos os pacientes obesos com diabetes tipo 2 deveriam ter
informações e obter acesso", concluem Cummings e Flum concluem. |